quinta-feira, 31 de março de 2011

Para a Politica, o Bem Comum é a ordem?

O conceito de bem comum varia com a sociedade, a época e os atores sociais, mas sempre é o fim último para as pessoas. Por exemplo, para o liberalismo econômico era a livre concorrência, para o socialismo, a planificação estatal. O bem comum pode ser ainda associado ao conceito de ''Paz Social'', como diria Helmut Coing.
Sendo muito difícil, para não dizer impossível, conciliar interesses pessoais a fim de atingir o Bem Comum, torna-se necessário para o Estado garantir a Ordem. Essa, por sua vez, é o fim último dos Estados.
Teoricamente, uma vez que uma sociedade alcançasse o bem comum, e, portanto, seu fim, teríamos uma situação harmônica, e o Estado já não mais precisaria garantir a ordem, pois essa seria consequência natural. Sendo assim, o Bem Comum é a ordem natural, que eliminaria a necessidade de uma Ordem política, Estatal.

Eduarda Castro
RA00077463

Para a política, o bem-comum é a ordem?

Partindo do princípio de que é impossível se chegar a uma verdade absoluta sobre política, não podemos dizer que o bem-comum é a ordem, como também não podemos dizer que não a é.

Vale primeiro caracterizar o que considero aqui por bem-comum. Este pode ser traduzido como a felicidade geral. No entanto, a felicidade de um não se traduz na felicidade do outro, tornando impossível para o Estado satisfazer a todos. Assim, passa-se a entender bem-comum como a criação da possibilidade de felicidade pelo Estado para os cidadãos.

A ordem pode existir em diversos Estados, mas isso não nos dá a certeza de que o governo esteja proporcionando a seus cidadãos todas as ferramentas para que estejam satisfeitos, felizes. Porém, também não se pode dizer que haja bem-comum em um lugar cuja ordem não prevaleça. A ordem é parte do bem-comum, pois dificilmente os cidadãos estariam satisfeitos em um lugar desordenado.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Para a política o BEM COMUM é a ORDEM?

O conflito entre o bem da coletividade e a diversidade de interesses e vontades individuais, gera uma grande dificuldade para o poder político que atua buscando o bem comum. Mas esse bem comum se torna uma realidade impossível, afinal como diz a frase popular: "não dá para agradar todo mundo", e é fato de que na maioria das vezes uma pessoa irá acabar cedendo a sua vontade, e tendo que aceitar aquela imposta.
Essa contrariedade entre o desejo individual e o coletivo (ou muitas vezes "o da maioria"), gera a necessidade de uma ordem. Para que assim, aqueles cujas as vontades não forem atendidas, não se manifestem ou rebelem-se, mantendo-se disciplinados . Por isso uma das finalidades de um poder político, é estabelecer e manter essa ordem, disciplina.
Contudo, a ordem não é suficiente para o bem comum existir (ou pelo menos tentar existir), e um exemplo claro disso são os governos ditatorias. Caracterizados por serem governos anti-democráticos e tirânicos, nos quais o poder é concentrado, geralmente, na mão de uma só pessoa. Nesses governos a vontade popular e a procura do bem comum são deixados de lado, e o ditador governa a sua maneira, sem o consentimento dos governados. Apesar disso, nesses governos há ordem e disciplina, que normalmente são alcançados através da força, violência e repressão.
Para a política, o bem comum é a ordem?

A política surge de uma necessidade humana de controle e ordenação da sociedade nascente. Porém essa ordem inicialmente desejada não se concretiza da forma idealizada, onde todos concordariam e a qual todos estariam submetidos, sem exceções. Se já tivesse sido possível alcançar essa, até então, utópica vontade não haveriam revoluções nem revoltas e a política teria chegado ao consenso que levaria ao bem comum.
Existem momentos históricos nos quais o controle da população é total, mas dessa maneira afastam a política do povo, reprimem, censuram, e o que se sobrepõe são os desejos e as ambições de um soberano. Esse soberano ignora o fato de que uma sociedade nunca está baseada em apenas um ideal e de que existem diversas idéias divergentes a serem defendidas. Ele portanto define seu modo de pensar como o correto e oprime os pequenos grupos que discordam. Logo, se afasta do bem comum.
Talvez se for possível alcançar a ordem "anarquicamente", sem relações de domínio e hierarquização de poder possamos dizer que chegamos ao bem comum.

Carolina Atra

PARA A POLÍTICA, O BEM COMUM É A ORDEM?

Tendo em vista o fato de existirem diversos grupos com interesses antagônicos em uma sociedade, os quais precisam abrir mão, em parte, de sua individualidade em prol do coletivo, pode-se considerar que o bem comum é o consenso por meio do qual atinge-se a convivência harmoniosa. Devido à existência de interesses conflituosos e desigualdade social, a política é fundamental visando conciliar demandas divergentes e prover condições sociais adequadas, o que é possível somente caso haja o convívio ordenado.

Partindo do pressuposto de que a finalidade da política é atingir o bem comum, é possível afirmar que este não implica a ordem necessariamente. Isso se deve ao fato de que um Estado pode impor, pelo uso legítimo da força, a ordem em uma sociedade, oprimindo a população e proibindo a liberdade de expressão. Uma vez que a esfera de ação política do Estado inclui atender interesses da comunidade como um conjunto, em detrimento de interesses particulares, ao restringir o direito de manifestar opiniões, o governo estaria impedindo uma decisão consensual, que seria o bem comum.

Alice Lee